Como é feito o grampo telefônico?

Por Renata Penka, em colaboração para o Somente Coisas Legais

Grampo telefônico

Ator Ulrich Mühe em cena do filme “A vida dos outros”

Muitas vezes, chegam ao nosso conhecimento notícias sobre grampos telefônicos, principalmente relacionados à politica ou ainda sobre algum escândalo de uma celebridade. Para conseguir autorização da justiça para realizá-los, é necessário apresentar boas justificativas a respeito de segurança pública, assuntos que façam relação com o governo ou que afetem a vida de grande parte da população. Mas como são feitos os grampos?

Depois de justificada a necessidade da ação, com o consentimento da justiça e auxílio da operadora responsável, em uma rede que seja cabeada ou não, o grampo precisa recolher os dados identificados e serem decodificados. As ligações telefônicas passam por uma organização de telecomunicação e para os funcionários das operadoras, esse trabalho é fácil de ser feito. Várias redes estão disponíveis no mercado brasileiro, com funcionamento muito similar, como a GSM e a Nextel.

A primeira garante a segurança de qualquer ligação através do cartão SIM, que funciona como um identificador do assinante. Todas as conversas podem ser criptografadas. Assim, caso alguma pessoa tente usar um aparelho para rastrear e escutar a conversa, não vai conseguir. Quando a conversa chega até a operadora, tudo é decodificado e embaralhado para que apenas o receptor compreenda a chamada. Se for necessário registrar a conversa, a operadora apenas grava a ligação e transmite para as pessoas responsáveis. Mas o sistema de criptografia que a GSM usa pode ser corrompido, desde que o interessado nessa ação tenha os aparelhos e conhecimento para tanto. Já a tecnologia 3G, até onde foi divulgado, nunca apresentou problemas com essas medidas.

No trabalho da Nextel, o método de criptografia também é empregado, bem com o uso do cartão SIM. Mas, ao contrário da GSM, a empresa não divulga informações sobre a metodologia, apenas afirma ser possível grampear ligações que sejam feitas na sua área de atendimento, até mesmo por ligações de fora do país.

Para quem ficou interessado no assunto, vários sites na internet complementam essas informações. Espero que você nunca tenha que passar por uma situação dessas, uma ótima semana e até o próximo post.

Renata Penka é formada em Jornalismo, apaixonada pelos livros, filmes, cachorros, esmaltes e acessórios. Futura escritora, trabalhando no seu primeiro manuscrito pela Editora Inverso. Atualmente trabalhando como redatora na empresa Socialprint.
Renata Penka é formada em Jornalismo, apaixonada pelos livros, filmes, cachorros, esmaltes e acessórios. Futura escritora, trabalhando no seu primeiro manuscrito pela Editora Inverso. Atualmente trabalhando como redatora na empresa Socialprint.

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