Canal brasileiro no Youtube registra histórias de quem vive no mar

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“Eu não tenho onde morar, é por isso que eu moro na areia”, cantava Dorival Caymmi. O mar, para ele, era a grande inspiração. Os personagens de suas músicas recorriam à praia e às águas salgadas se nada desse certo, se tudo desse certo e em qualquer circunstância entre os dois extremos. Muita gente alimenta essa mesma ficção que o músico baiano. Alguns chegam ao ponto de escolher morar flutuando dentro de um barco.

Esse estilo de vida interessa ao diretor audiovisual Adriano Plotzki (imagem abaixo). Em fevereiro de 2014, ele inaugurou Hashtag Sal, canal do Youtube alimentado com vídeos que mostram a vida de pessoas que vivem no mar em águas brasileiras, especialmente em veleiros – grande paixão de Adriano.

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Como tudo começou
Hashtag Sal é um nome que veio a calhar para o projeto de Adriano. Não só pelo motivo óbvio – a água salgada do mar -, mas também porque seu interesse por esse tipo de embarcação teve início quando nadava nas águas da Ilha Grande, na região de Angra dos Reis (RJ), e viu uma família fazendo churrasco em um veleiro. Ele queria a mesma coisa! Só que, com o tempo, ele descobriu que navegar impulsionado pela força do vento era ainda mais legal que fazer um churrasco no mar.

Adriano passou a adquirir experiência em vela e a colecionar histórias. Até que decidiu registrá-las com a ajuda do amigo Ernani Oliveira, diretor de fotografia, durante os 8 dias do mês que passa no mar – dentro do Brutus, seu veleiro atual, chegou a ficar 15 dias. Claro que, assim como seus entrevistados, ele quer mais. “Eu e minha mulher, Aline Senna, que é produtora executiva do projeto, pesamos na possibilidade de transformar a nossa produtora em uma produtora flutuante num Catamarã”, explica.

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O que pensam as pessoas que vivem no mar
Ao longo do programa, Adriano percebeu alguns pontos em comum entre aqueles que moram dentro de barcos – ou mesmo em terra firme, em praias afastadas. “O que mais me marcou foi o prazer que um certo grau de desapego nos trás. Entrevistei pessoas que não querem ter um barco maior para não terem que guardar mais coisas. Quando você tira isto do centro da sua atenção começa a observar outras coisas que me parecem mais importantes.”

A ideia é continuar
Pelo jeito, quem cria uma relação forte com o mar, dificilmente se desfaz dela. O que percebi trocando alguns e-mails com Adriano é que, no caso dele, a gravação dos programas fortalece essa ligação. Portanto, parar não é uma opção. “Eu tento fazer do #SAL um canal muito sincero, de alguém que ama o que esta fazendo para pessoas que amam assistir o resultado, enquanto houver isso independente do número de pessoas eu vou continuar”, conta.

Assista abaixo
Saiba mais sobre como funciona um veleiro, conheça as interessantes histórias de quem mora no mar e veja belas imagens no player abaixo – que conta com todos os vídeos já publicados no Hashtag Sal (aproveite para se inscrever no canal):

Outras imagens extraídas dos vídeos:

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