Morador de rua consegue emprego após ter currículo compartilhado na internet

Em meio a tanto ódio circulando nas redes sociais, algumas histórias mostram como essas ferramentas podem ser usadas para ajudar quem precisa. E a história de Aaron e Jordan é uma dessas.

Aaron O’Dwyer, um jovem inglês de 18 anos morador de Liverpool, andava pelas ruas da cidade quando viu um morador de rua na calçada. Aaron percebeu que o homem não era muito mais velho do que ele e resolveu lhe dar uma nota de 5 libras (o que equivale a 25 reais). No entanto, o morador de rua, chamado Jordan Lockett, insistiu para que Aaron pegasse seu currículo, que ele havia escrito à mão e de maneira improvisada.

No texto, Jordan diz que está cansado de desperdiçar tempo e pede por uma chance, afirmando que aprende rápido e trabalha duro. Após ter trabalhado por 2 anos como mecânico de motos, Jordan foi encaminhado para centros de ajuda, mas por ser jovem e saudável sempre acabava ficando por último na fila.  Comovido com a situação e sem saber o que fazer, Aaron resolveu postar uma foto do currículo na sua conta do Twitter na esperança de que algum conhecido ajudasse Jordan.

imagem currículo

A reposta não poderia ter sido melhor. Rapidamente, a foto se espalhou. Uma irmã de Jordan entrou em contato com Aaron e os dois passaram a conversar. Depois disso, algumas propostas de emprego apareceram. Proprietários de um restaurante, de um escritório e de um serviço de postagens de encomendas marcaram entrevistas com Jordan. No final das contas,  Jordan conseguiu emprego no restaurante e tem a chance de reconstruir a sua vida.

Infelizmente, a maioria dos moradores de rua não tem a sorte de Jordan. Na Europa, o número de pessoas sem casa  cresceu muito depois da crise econômica que atingiu o continente em 2008. No Brasil, mal se sabe qual é o número de pessoas que moram nas ruas. Somente grandes cidades fazem algum tipo de contagem.

Na cidade de  São Paulo, por exemplo, estima-se que existam cerca de 15 mil pessoas nessas condições, enquanto o número de vagas em albergues e casas de repouso é de aproximadamente 9 mil – ou seja, não há lugares para todos.

Assim, qualquer pequena atitude, como a de Aaron pode ser de grande ajuda!

 

 

 

 

 

 

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